A Cooperativa

Rodoliv

Fundada em 1987, a sua longa existência conta uma história de persistência e evolução. Em 1992, a Rodoliv contava com 200 Cooperadores, um número que hoje ultrapassa os 500. Aqui, os olivicultores e os clientes em geral podem usufruir de vários serviços e uma gama completa de produtos.

Evolução a passo certo...

Rodoliv estimula os olivicultores a fazer acompanhamento técnico aos olivais, cumprindo com determinadas normas e regras que ajudam a chegar à certificação dos seus produtos, o que leva consequentemente a uma melhoria da comercialização dos mesmos. Mas estes prémios só se conseguem se o trabalho for cada vez melhor.

Cerca de 95% da azeitona que entra na Rodoliv é da variedade Galega, cultivada em olivais tradicionais do concelho de Vila Velha de Ródão, que tem condições excecionais para o cultivo da oliveira, o que dá um toque mais "doce" ao azeite, mas, para isso, "tem de ser colhida na altura certa". É que, um azeite de qualidade tem de ser feito de acordo com vários requisitos importantes, e um deles é a azeitona estar no "ponto certo".

Até aqui, o azeite produzido na Rodoliv é todo escoado, cerca de 80% é levado pelos próprios olivicultores, e os restantes 20% são vendidos pela Cooperativa, muito dele à porta. O azeite Ródão está também presente em algumas lojas, zonas gourmet e em algumas centrais de compras. Há ainda vários clientes no estrangeiro que também fazem chegar este azeite à comunidade portuguesa, e não só.

Mas como neste setor não há metas fixas, um dos passos mais importantes até hoje foi aproveitar o financiamento disponibilizado pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional para esta fileira. Este investimento passou pela substituição do primeiro decanter por um novo de maior capacidade; pelo aumento da capacidade da receção de azeitona, que permitiu receber novos olivicultores; pela passagem da laboração de três para duas fases, para ajudarmos na preservação do ambiente; pela implementação de uma linha de engarrafamento mecânica automatizada; e pela instalação de um descaroçador, que também veio ajudar no processo de transformação do bagaço, aproveitando o caroço da azeitona para produção de energia.

Existem planos para o futuro, que implicarão novas estratégias, lançamento de novos produtos, e adaptação a novos mercados.

A internacionalização não está fora dos planos da Rodoliv, mas será um passo para dar mais tarde, mais pensado, “porque não podemos competir em quantidade, mas seguramente que podemos competir em qualidade”.